terça-feira, 31 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO !

"                                        Ao iniciar-se 2012, embora tenhamos chegado  ao final de janeiro, primeiro mes do ano, quero   registrar neste espaço  - o que ja ia  esquecendo - e desejar a todos que tem a oportunidade de ler "estas mal traçadas linhas"   um FELIZ ANO NOVO. Que DEUS lhes dê a vida pródiga de  bençãos, muita paz e saúde 

O Homem, A Palavra e a Política

                       Ao  me propor a escrever ou criar ëste blog, o fiz ""sem maiores pretensões, apenas um exercício mental" para quando quisesse e tivesse vontade, expressar-me, sem aquela obrigatoriedade de dar noticias sistematicas, diarias ou periodicamente, até porque, se assim fosse, estaria voltando ha um tempo em que escrevia por obrigação, de forma profissional. 
                       E partindo deste princípio, me atrevo a fazer um rápido comentário acerca do título que dá orgem a  "estas mal traçadas linhas". Assim o faço, para tentar entender  até onde  pode ir o homem, sua palavra e a politica partidária. Acredito que, apesar das ambições (no bom sentido), a palavra deveria ser  ponto fundamental para  atingir o objetivo final que é a vitória e o poder. Mas parece-me que não é assim que a coisa funciona. Na política, a palavra, na maioria das vezes, torna-se  apenas um ponto de referência, uma promessa, que pode ser mantida até o último momento e nesse ultimo momento pode também não ser cumprida.
                       O que me leva a pensar desta forma é que, como se sabe, 2012 é um ano eleitoral. Naturalmente, os politicos -  profissionais ou não - devem aspirar a reeleição ou a cargos acima de onde estão. Alguns, por insatisfaçoes ou conveniências, procuram novos caminhos, novos  partidos. Outros, procuram manter-se, de acordo com suas pretensões ou aspiraçoes futuras, no mesmo caminho ou partido, para atingir seus objetivos. Entretanto, começo a vislumbrar alguns  detalhes  que me chamam a atenção quanto ao cumprimento (ou descumprimento) da palavra inicialmente empenhada. É o caso do político novo nas lides políticas -  digo novo, por ainda estar no seu primeiro  mandato, diferente daqueles, com  mais de um -  que se não fosse a ânsia, a vontade e o desejo do poder, teria ou tem a possibilidade de ascensão na politica . Porém,  essa ânsia (ou necessidade?) está levando-o a um caminho que pode ser fatal para seu futuro político,  a medida em que numa  terrivel dúvida (eu acho), começa a desviar-se de uma promessa feita no inicio de seu mandato. Digo, começa a desviar-se de suas promessas quando publicamente declara em entrevista  que   "...meu compromisso é com o povo..." embora, publicamente tenha declarado, também, anteriormente, em cadeia de rádio, sua permanência no arranjo politico em que saiu vitorioso.  
                           ...E daí ? Particularmente eu gostaria que a palavra do homem na politica fosse um norte, uma marca, que pudesse ser atingida e  cumprida do primeiro ao último momento.
  

domingo, 11 de dezembro de 2011

... E NÃO DIVIDIRAM O PARÁ. E AGORA JOSÉ ?

           Finalmente, terminaram todas as expectativas em torno da divisão do Estado do Pará. E agora senhores deputados separacionistas? Voces perderam.  O que os senhores  vão dizer para seus incautos eleitores? O que o senhores  vão dizer para o povo do Pará que tão bem os receberam  dando-lhes as oportunidades para se tornarem políticos, de certa forma bem sucedidos mas, de repente, viram as costas para esse mesmo povo, e o apunhalam de forma covarde? Como já disse num artigo ano passado sobre a divisão do Estado, toda a mobilização feita para dividir, deveria ser feita para unir os politicos do Pará para que as polticas públicas que não chegam aos respectivos municípios dos separatistas cheguem também aos municipios que sofrem pela falta dessas mesmas politicas públicas.
          Bom, o plebiscito pela divisão do Estado é página virada. Os senhores divisionistas, naturalmente, não irão se mudar  do Estado do Pará, (mas se quiserem, podem) até porque, acredito, estão radicados  ha muito tempo, com patrimônios político e material consolidados. Por isso, é hora de reverem seus conceitos e se engajarem num movimento forte de união para que nosso ESTADO DO PARÁ seja na verdade um grande Estado politica e econômicamente forte. Que a falta de políticas públicas que tanto alegaram para a divisão do Estado sejam implantadas em todos os municipios, indistintamente para que esses municipios tenham melhores dias.
Aliás, lembro e abaixo relaciono os deputados divisionistas:
Asdrubal Bentes    PMDB Carajás
Dudimar Paxiuba   PSDB Itaituba (Tapajós)
Giovanni Queiroz   PDT Redenção (Carajás)
Lira Maia               DEM Santarém (Tapajós)
Wandelkolk Gonçalves PSDB Itupiranga (Carajás)
Zequinha Marinho         PSC Conceição do Araguaia (Carajás)





domingo, 30 de outubro de 2011

O PARÁ NÃO SERÁ DIVIDIDO !

Em fevereiro de 2010 fiz um comentário com o título "Como Age um Deputado Inimigo do Pará" referindo-me a um email que recebi da assessoria do deputado Giovani Queiroz no qual dizia que o deputado estava visitando  gabinetes de outros deputados para que aprovassem o plebiscito que formalizaria a divisão territorial do Estado do Pará. Passado aquele momento, pode-se verificar que não era apenas o deputado Queiroz inimigo de Pará, mas outros deputados eleitos pelo povo paraense que se tornaram inimigos do Pará. Segundo um jornal paraense, veja a  posição dos deputados federais eleitos pelo povo paraense sobre a divisão do Estado :

Deputado                   Partido         Domicílio                                Votos          Posição sobre a divisão

André Dias     PSDB     Belém       36.795        Contra
Arnaldo Jord  PPS       Belém      201.171        Contra
Asdrubal Bentes*      PMDB     Carajás    87.681   A favor
Beto Faro  PT             Bujaru    69.504        Neutro
Claudio Puty     PT   Belém   120.881   Contra
Dudimar Paxiuba   PSDB   Itaituba (Tapajós) 25.166  A favor
Elcione Barbalho  PMDB  Belém  209.635  Contra
Giovanni Queiroz    PDT   Redenção (Carajás)  93.461  A favor
José Priante   PMDB   Belém    172.068     Neutro
Josué Bengtson    PTB   Marabá (Carajás) 112.212        Neutro
Lira Maia   DEM   Santarém (Tapajós) 119.548   A favor
Lúcio Vale    PR   Belém  142.116   Contra
Luiz Otávio    PMDB   Belém  36.828   Neutro
Miriquinho Batista   PT  Abaetetuba (Pará remanescente)126.055  Neutro
Nilson Pinto**    PSDB    Belém  140.893  Contra
Wandelkolk Gonçalves PSDB    Itupiranga (Carajás) 68.547 A favor
Wladimir Costa    PMDB   Belém   236.514  Contra
Zé Geraldo  PT   Medicilândia (Tapajós) 119.544 Contra
Zenaldo Coutinho*** PSDB     Belém  154.265     Contra
Zequinha Marinho   PSC Conceição do Araguaia (Carajás) 147.615 A favor


*Assumiu o cargo de secretário da Pesca do Pará e deu lugar a Luiz Otávio
* Assumiu o cargo de secretário da Educação do Pará e deu lugar a Dudimar Paxiuba
*** Assumiu o cargo de secretário chefe da Casa Civil do Pará e deu lugar a André Dias

Como se pode observar, cada um olhou (ou olha) pura e simplesmente  para seus interesses pessoais ou eleitorais. O Estado que se exploda. Em alguns momentos até que procuramos entender a posição desses deputados. Alguns ou quase todos alegam o distanciamento  ou  a omissão do Estado nos municipios que comporiam os novos Estados. Mas entendemos que seria muito melhor fortalecer o Pará com a união de todos os deputados e senadores para as políticas públicas reclamadas chegassem aos respectivos municipios do que a separação que, ao final, enfraquecerá os novos Estados - Carajás e Tapajos e também o Pará.

Para melhor ilustrar, vou lhes apresentar parte de  um estudo elaborado por Miguel Diniz em agosto de 2011, por sinal, muito coerente.
Vejam e analisem :

"Estudos de viabilidade socioeconômica.
O IPEA (Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada), aponta a inviabilidade para a criação dos novos Estados. Sobre o ponto de vista econômico os mesmos já nasceriam com déficit pois dependeriam de repasses do governo federal. Veja os Indicadores econômicos:
O Pará ficaria com 56% (R$ 32.527 milhões) do PIB.
Carajás com 33% (R$ 19.582 milhões) do PIB.
Tapajós com 11% (R$ 6.408 milhões) do PIB.
Segundo o IPEA serão gastos R$ 4,2 bilhões para divisão. Para manutenção dos novos estados serão gastos R$ 2,16 bilhões. O PIB do Pará em 2008 foi de R$ 58,52 bilhões, o estado gastou 16% com a
manutenção da máquina pública, nesta estimativa Tapajós gastaria 51% de seu PIB e Carajás, 23%, sendo que a média nacional é de 12,72% ou seja, seriam estados insustentáveis.
fonte: IPEA e IDESP últimos valores coletados e disponíveis do censo de 2009.

Serviços e Economia


Fonte: IDESP e UFPA.

PERFIL ECONÔMICO

ESTADOS          PARÁ   CARAJÁS      TAPAJÓS
INDÚSTRIAS        35 %       56,6%      8,1%
AGROPECUÁRIA 36,9%     65%      22 %
SERVIÇOS            67,7%   20,6%     11,7%

Com os novos estados serão criados mais 60 cargos políticos, sendo, para cada unidade, no mínimo oito deputados federais, vinte e quatro estaduais e três senadores. Cada dep. federal receberia R$ 26.273,13 sem contar as despesas com verbas de gabinete, plano de saúde, passagens aéreas, moradia, gastos administrativos, ajuda de custo, auxílio vestuário etc., somando um custo de R$ 10,5 milhões por ano, e mais R$-10,8 milhões só com os novos senadores. Outro fator preponderante são os gastos com a criação da
infraestrutura como Tribunais, sede do Ministério Público, sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; equipamentos para o funcionamento das diversas secretarias e demais órgãos do governo como escolas, creches, hospitais, postos de saúde; segurança; aquisição e aluguel de veículos e prédios; material de consumo e permanente; despesas com pessoal, cargos de confiança etc., para atender o funcionamento dos novos estados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS


Não podemos deixar de reconhecer que, realmente, faltam políticas públicas para a região e que a mesma sofre com sérios problemas de desigualdades, não há estradas asfaltadas, saúde é precária, falta de segurança, educação e moradia. Entretanto, a divisão não é garantia de desenvolvimento para a região, pois estado pequeno não é sinônimo de estado justo e sem miséria. Os indicadores socioeconômicos, já citados,
revelam que será inviável a criação destes novos estados, pois eles dependeriam de repasses do governo federal para sobreviver. Temos um território rico com o povo pobre, isso é fruto de um modelo de governo que enriqueceu a minoria e socializa a pobreza com a maioria.
 Dividir o estado é dividir ainda mais a pobreza. Afirmar que a criação dos estados de Tapajós e Carajás a região irá se desenvolver, sem ao menos apontar elementos consistentes e embasados em estudos técnicos prévio, em como estes hipotéticos estados iriam sobreviver nos leva a crer que seriam ideias incutidas na população local, carente de serviços básicos, para atingir interesses políticos.
 O que o Pará realmente necessita não é ser fragmentado e sim de uma gestão política que traga o povo para mais próximo do estado, gerando políticas públicas que atendam a população mais carente; um modelo de desenvolvimento que seja desenvolvido segundo as características de cada região e as necessidades de cada população, com transparência. Precisamos de modelos que não sejam gerados em Brasília e sim por nós que conhecemos as nossa necessidades. Precisamos de um Pará forte e unido para transpormos as dificuldades. "
  Após as considerações finais do Sr. Miguel, pode-se concluir que O PARÁ NÃO SERÁ DIVIDIDO.  A menos que os paraenses sejam o suficientemente desinteligentes para votarem a  favor da separação.
Então, no plebiscito todos deveremos dizer NÃO E NÃO.







terça-feira, 18 de outubro de 2011

VOLTEI AO 'FURO DO MIGUELÃO"


Começo estas mal traçadas linhas  com uma foto do "Furo do Miguelão". Esse canal que tem uma estória muito interessante, tornou-se um atrativo turístico não só por sua estória, mas também por sua beleza. O "furo" era simplesmente um caminho por onde navegavam os nativos que iam e vinham das fazendas para a Cidade e vice-versa, como forma reduzir distancia. Mas, tomando conhecimento da estória desse "furo" curiosamente, contratei um pequeno barco e fui  ver como era. Realmente, o que vi foi simplesmente fantástico. No primeiro momento, tive a sensação de estar entrando num túnel formado pela copa das frondosas arvores de mangues, ciriubeiras e outras espécies. Como navegava num barco "po po po", para que pudesse sentir a natureza  em todo seu esplendor, mandei parar o barco. Então, pude ver toda a exuberância do local. Primeiro, um silencio, onde só se podia ouvir o "barulho do silêncio" que nada mais era que o canto dos pássaros, o farfalhar das folhas embaladas pelo vento e, completando, uma sensação de paz incrivel... E o cenário? Outra coisa quase indescritivel. As aguas do rio Paracauary adentrando o "furo" de forma calma e serena, transrfomavam-se num espelho a refletir a sombra das arvores que mostravam suas raizes expostas e, por vezes, entrelaçadas, num emaranhado dessas  raizes, formando um cenário sensacional, sob a luz dos raios do sol que furava o tunel de arvoredo.
Tudo o que  via, não podia ser guardado pura e  simplesmente. Tinha que ser mostrado. Daí, então, veio a idéia de levar nossos turistas a conhecer o "Furo do Miguelão". Esse fato, transformou o "furo" em um atrativo turístico, hoje conhecido nacional e internacionalmente. 
Mas que estória interessante é esta que chamou minha atenção? A estória que ouvi de algumas pessoas é mais ou menos assim:
"Veio para Marajó, precisamente para Soure, um libanes chamado Miguel Calil Mussi (ou Mussi Calil) que, por sua robusta compleição física, foi apelidade pelos nativos de "Miguelão" o qual,  como quase todo libanês, era comerciante. Ele vendia os produtos das fazendas na Cidade e as mercadorias da Cidade vendia nas fazendas. Esse  tipo de comerciante era chamado  na época de "mascate". Acontece que ele  utilizava para navegar no Rio Paracauary um tipo de canoa ou batelão, que, por não haver naquele tempo motorização, era propulsionada a remo - remo de faia - colocado na popa da embrcação. Naturalmente que a viagem se tornava demorada e penosa. Então ele teria começado a pensar numa forma de reduzir distancia e começou a observar os igarapés à margem do Rio Paracauary e encontrou duas entradas pelo lado de Salvaterra, equidistante, uma da outra, mas que poderiam ser interligadas, justamente na formação de uma curva. Verificada a possibilidade dessa interligação o sr. Miguel reuniu alguns homens e, com terçados, machados e outros materiais cortantes escavou um trecho que permitiu a união dos dois igarapés. Como se sabe,  igarapé é um pequeno braço de rio que não tem saida, ele pára em um determinado ponto. Difere do canal que liga dois pontos do rio ou de dois rios. Neste  caso, o "furo" ou canal liga o mesmo rio.Feita a ligação dos dois igarapés esse canal passou a ser navegavel e, consequentemente, diminuiu a distancia do percurso- cidade-fazenda-cidade. O "Furo do Miguelão", em toda sua extensão, tem cerca de 1500 metros, dos quais, cavados, tem mais ou menos 600 metros. Detalhe interessante- esse "furo" só é navegavel de maré cheia
Pois bem, agora vem outra estória. - contam também, que certa noite ao navegar pelo "furo" em sua embarcação que lavava à frente uma luminária (farol ou candeeiro) o empregado do sr. Miguel viu,  na frente da embarcação, duas luzes que brilhavam  intensamente. Eram os olhos da "cobra grande" que refletiam na luz do farol na  frente da embarcação. Assustado, o empregado gritou: "seu Miguel, olhe a cobra grande". E o seu Miguel teria apanhado seu "trabuco" (uma arma) e atirado numa das luzes que era o olho da  "cobra grande".a qual deu um grande mergulho e desapareceu  nas aguas.
Ha também, uma outra versão de que o Senhor Miguel teria feito o "furo" para não passar mais pelo Rio São Macário com medo da cobra grande a quem ja havia atirado.
Estou contando esta estória, porque depois de quase tres anos sem passar  pelo "Furo do Miguelão" tive o prazer de voltar  a usufruir dessa beleza natural. Abaixo estou num caiaque navegando de "Volta ao  Furo do Miguelão".

 
Estou amarrando o caiaque numa raiz de mangue
Veja esta foto - Poderia ser o "X" do Furo do Miguelão. Mas eu chamo de o "Arco do Triunfo do Miguelão"

domingo, 31 de julho de 2011

Grupo Folclórico Cruzeirinho brilha no VI Salão do Turismo em São Paulo

                          O grupo "Cruzeirinho" de Soure-Marajó, juntamente com  "Os Andirás" de Curuçá, foram as atrações máximas no VI Salão do Turismo em São Paulo. Esses grupos souberam muito bem representar o Pará, na maior feira de turismo do Brasil, onde outras manifestações culturais de todo o País foram representadas. Mas o grupo Cruzerinho, além de apresentar-se no Salão teve a oportunidade de se apresentar no SESC da Cidade de Santo André, onde também foi um sucesso. Aliás, diga-se de passagem que o carimbó, de toads as manifestações culturais apresentada no Salão,  a que mais foi aplaudida e dançada por todos que tiveram a oportunidade de estar lá no Parque Anhembi.
 
Numa demonstração de perfeito entrosamente, acima o Prefeito de Soure João Luiz Melo, tendo de um lado  um casal de dançarinos  do grupo folclórico "Os Andirás", de Curuçá e de outro lado, um casal do Grupo "Cruzeirinho" de Soure




   

sexta-feira, 22 de julho de 2011

SOURE-Marajó Presente no VI Salão do Turismo em São Paulo

Foi muito significativa a participação de Soure no VI Salão do Turismo, em São Paulo. Contando com a presença do Prefeito Municipal, Sr. João Luiz Souza Melo,  do Secretário Municipal de Turismo - João Lima Pinheiro e ainda do Grupo Folclórico "O Cruzeirinho". 
A presença de Soure no Salão de Turismo torna-se muito importante  no momento em que o Municipio se prepara para ser um polo indutor do turismo na Ilha de Marajó.  É importante ressaltar que o Ministério do Turismo está ampliando o numero de Municipios indutores do turismo e, no Pará, apenas Soure teve o privilégio de ser um dos 45 novos indutores. 
A presença do Prefeito João Luiz no Salão foi muito importante pois teve a oportunidade de manter contato com autoridades como o Presidente da Paratur, dr. Adenauer Goes, a Secretária Nacional de Politicas do Ministério do Turismo, Sra. Bel Mesquita e também  do Ministro do Turismo,  Sr. Pedro Novais.

Na foto, o Presidente da Paratur, dr. Adenauer Góes, ladeado pelo Secretário de Turismo João Lima Pinheiro e pelo Prefeito de Soure, Sr. João Luiz Oliveira, no VI Salão do Turismo em São Paulo 



domingo, 27 de março de 2011

PARA ONDE VOCE VAI NA SEMANA SANTA?

 Não me lembro ter dito aqui, no meu blog, que tinha uma pousada. Pois é,  tenho uma pousada em Marajó, a PARACAUARY ECO POUSADA que está com  as atividades paralisadas a cerca de dois (anos). Dei uma parada porque precisava de um tempo. Parar para meditação. Estou fazendo um pequeno reparo nas suas instalações e dos 8 (oito),  ja tem quatro apartamentos em condições de uso. A Paracauary Eco Pousada é muito simpleszinha, ideal para pessoas que não são exigentes. É o que eu chamaria de "feijão com arroz". Os quartos são dotados de ar condicionado, banheiros internos. Não tem televisão. Fica localizada à beira do Rio Paracauary. numa área de cerca de seis hectares. Tem duas piscinas. Uma para adultos, outra para crianças. Se na Semana Santa voce for ao Marajó e quiser ficar num lugar tranquilo é na PARACAUARY ECO POUSADA. Ligue-me para (91) 91312592 ou 82351356

sábado, 5 de fevereiro de 2011

João Luiz e Rosiléia Casaram

                   Com ares de pura felicidade estampados nos rostos e sorrisos largos, era assim que se via,  João Luiz e Rosiléia, num dos dias mais felizes de suas vidas, ou  o mais feliz. Tudo porque,  hoje, 04 de fevereiro, os dois realizavam o sonho de todos os que se amam, casaram-se. Foi uma festa muito bonita, quando Joao e Léia reuniram as pessoas de sua relação de amizade para participarem de sua festa. Aliás,  o quatro de fevereiro é aniversário do João Luiz. Foi uma dupla festa. Daqui deste espaço faço o registro, rogando a Deus que abençoe e proteja o casal.  
João Luiz e Rosiléia no momento tradicional do champanhe

 Da esquerda para direita : EU e  Maria Helena- João e Léia - Dete e Antonio
                                     

sábado, 29 de janeiro de 2011

O PASSAR DO TEMPO

            O passar do tempo é muito interessante.  Felizes àqueles a quem Deus dá o dom da longevidade, em perfeitas condições de saúde física e mental.  Acredito tenha sido EU um dos privilegiados. No dia 23 de janeiro completei 72 anos. E quando rememoro o que ficou pra trás, é impressionante. Infancia-fase sem compromisso com nada, apenas estudar. Por sinal, fiz o curso primário no Grupo Escolar Paulino de Brito que ainda fica na Avenida Almirante Barroso, antiga Avenida Tito Franco, porém com sua arquitetura bastante modificada. Que tempo legal. As minhas professoras, Clarices (foram três-a Marques Dourado-diretora,  a Cavalcante  Pires e terceira cujo sobrenome não consigo recordar, mas que me deixou uma frase que talvez tenha me servido de norte. Ela  me dizia quando me misturava com os indisciplinados da classe:   "Pinheiro, se te juntares aos bons, serás um deles. Se te juntares aos maus, serás pior que eles") e  Cleide, ainda me lembro delas. As duas Clarices, muito boazinhas, aturavam os indisciplinados alunos. Mas a diretora Clarice Marques e a Professora Cleide, muito ríspidas. A diretora botava ordem, no grupo inteiro e a professora   na sala de aula. Não davam refresco à garotada. E quando lembro da "Tito Franco" me vem à memória  aquela avenida com trilhos dos bondes, das mangueiras, que na época de inverno, ao sair do grupo escolar aproveitava para juntar mangas. Dos trilhos do trem, por onde passavam as "marias fumaças". Dos campos do Paysandu e do Remo, hoje com suas estruturas diferentes. Hoje, não existem mais, naturalmente, os trilhos, os bondes e nem os trens. Ah, eu morava na Travessa Chaco. Era uma rua em que os postes de iluminação pública ficavam no meio, com valas pelas laterais, em boa parte tinha cobertura de matos e quando chuvia a lama fazia parte do cenário. Mas hoje está tudo diferente. Mudou tudo pra melhor. Minha  juventude, foi muito legal. Tinha um grupo de jovens de cabeça muito legal.e unido. Sabendo das carencias do local em que se morava, fundou-se um clube o "Apache Clube" onde se reuniam rapazes e moças. Nessa época, coincidentemente, estava surgindo o "Conjunto Sayonara". A aparelhagem da época era a "Copacabana". O período da juventude foi muito bom. Aliás, foi ótimo. Ao sairmos da juventude, entramos na fase de responsabilidade. Àquela em que se vai à luta, em busca da consolidação da vida. E em busca de melhores dias, trabalhava de dia  e estudava à noite.  E assim foi... Estudando no Colégio "Ciencias e Latras" me formei em tecnico em contabilidade. Alias, enquanto estudava, trabalhava em diversas oficinas gráficas de Belém, como tipógrafo, inclusive nos extintos  jornais "A Província do Pará" e "Folha do Norte". Foi um bom aprendizado de vida. Depois das oficinas gráficas, trabalhei no também extinto "Jornal do Dia" nos setores de revisão e redação. Para finalizar esse tour empregaticio passei pela Importadora de Ferragens e através de concurso, entrei no Banco da Amazônia, onde encerrei carreira como gerente. Apesar de trabalhar no interior da Amazônia, foi muito bom. E agora no meus 72 anos, continuo numa boa. Apesar de aposentado, continuo em plena atividade, como micro empresário de hotelaria, através da Paracauary Eco Pousada  e colaborando na administração Prefeitura de Soure, como Secretário Municipal de Turismo, Esporte e Cultura. Acredito que ainda tenho muitas histórias ou  estórias para contar, mas isso fica pra depois.

ESTOU VOLTANDO...

          Após um lapso de tempo, volto à minha divagação e devagar. Na verdade,  preciso exercitar a mente, ja que não tenho a pretensão de transformar meu "bloguinho" num periódico informativo. Utilizo este espaço para externar o meu momento. Aliás, minha ausência, foi motivada por alguns fatores alheios à minha vontade,  pois minhas ocupações quotidianas não me estavam  permitindo dar uma paradinha para os momentos de divagação. Mas estou voltando e a volta é uma das coisas boas da vida. Oxalá, bom seria se todas as idas tivessem as voltas. Ah... seria muito bom! Imagine-se  voltar, após uma viagem longe da familia por algum tempo. É muito bom, ser recebidos pelos filhos e pela mulher amada. É só festa, alegria. Muito legal meeeesmo. E hoje, me sinto como se estivesse voltando pra casa e sendo recebido, não pelos meus familiares, mas pelos quatro pacientes e bondosos seguidores, aos quais deixo os meus mais sinceros  agradecimentos. Por sinal, agradeço também aos leitores que, eventualmente, dão uma "espiadela" no meu bloguinho". 
           Dito isto, vamos em frente.   

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ancoradouro: Enfim recuperado

Finalmente, após alguns dias causando transtorno aos usuários, foi recuperado o ancoradouro do Porto Camará. Feito o registro.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

No Marajó é Dificil fazer Turismo

            Acreditei, acredito e vou continuar acreditando e fazendo Turismo no Marajó. Sinceramente, as dificuldades quase superam as belezas naturais da Ilha. Tenho um amigo, empresario de navegação, que diz que só se dá destaque ao que acontece de ruim. Mas é impossivel não se destacar os acontecimentos desagradáveis e falar das ocorrências que incomodam a todos, isto é, aos nativos, visitantes e turistas que vão ao Marajó.
            Vejam bem. Desde o final de semana - 28 de novembro ou antes -  o pontilhão, que serve de ancoradouro para embarque e desembarque  dos passageiros dos navios que aportam no Camará, afundou, criando sérios problemas para quem usa aquele "trapiche", principalmente para crianças, pessoas idosas e deficientes. E se  pergunta: por que aconteceu? Claro que foi por falta de manutenção que, se houvesse, não teria acontecido.
            Tive a oportunidade de viajar para Belém, na quarta feira - 01 de dezembro - e o problema continuava. O Porto Camará sempre pareceu ser um improviso e esse improviso vai até quando ? Por isso que digo que é dificil se fazer turismo na Ilha de Marajó. E quando digo Marajó, não me refiro apenas a Soure e Salvaterra, mas, a toda a Ilha. É dificil !
             Marajó é bom, muito bom, DURANTE, isto é, quando ja se está na Ilha. Porque ANTES, quando se vai e DEPOIS, quando se vem, meu Deus, é complicado. São barcos antigos, lentos, mal cuidados, desconfortaveis (para o Camará, apenas o navio Soure, se salva no momento).
 
Foto do embarque no Porto Camará, onde se vê pessoas idosas e crianças embarcando no navio

Por essas e outras dificuldades que se tem tem no Marajó é que dizemos é dificil fazer turismo na Ilha. Mas nem por isso devemos desistir. Pelo contrário. Vamos continuar batalhando que dias melhores virão.
Veja nesta foto o contraste : a beleza do amanhecer, vendo-se ao fundo o sol, enquanto, em primeiro plano, parte da rampa que dá acesso ao  pontilhão ("trapiche"), parcialmente submersa
 




sábado, 20 de novembro de 2010

"Frota Branca"

            No meio do meu arquivo fotográfico encontrei uma foto que trago para você, que é um dos meus leitores eventuais,  ver.

A foto ao lado pode ser do  "Lobo D'Almada", um dos  integrantes da "Frota Branca" da extinta  ENASA, juntamente com os outros  navios:  Augusto Montenegro, Leopoldo Peres, Lauro Sodré e Presidente Vargas que foram construidos nos estaleiros da Holanda, na decada de 50. Exceto o Presidente Vargas que tinha um formato diferente, os outros quatro navios eram semelhantes. Convém lembrar que o Presidente Vargas navegava para Marajó-Soure, parando em  Mosqueiro e  os demais  viajavam para Manaus.
Infelizmente, nenhum desses navios não mais  existem. Como se sabe, o Presidente Vargas afundou em Soure. O Leopoldo Peres,  afundou no estreito de Breves. O Augusto Montenegro, teria se acabado num dos estaleiros próximo a Val de Cans, em virtude de uma disputa judicial. Aliás, será que se acabou mesmo ou está com alguma empresa? E o Lobo d'Almada  e o Lauro Sodré, onde estariam?  M i s t é r i o  !  Mas se voce souber, diga-nos onde estão.

domingo, 14 de novembro de 2010

CÍRIO DE NAZARÉ EM SOURE: Fé, Emoção e Tradição

            O Círio de Nossa Senhora de Nazaré, para todo o paraense em qualquer cidade do Estado, desde a Capital - Belém, até ao menor e mais longíncuo municipio, é sempre um momento de fé e emoção. Nesse dia toda a população se prepara para homenagear condignamente sua Padroeira.
             Soure, na Ilha de Marajó, distando de Belém 96 quilometros, também homegeia a Virgem de Nazaré, sempre, no segundo domingo de novembro. Portanto, hoje, dia 14,  aconteceu o Círio de Nazaré. O que se viu foi uma multidão nas ruas,  enfrentando uma chuva que caiu sobre a Cidade desde a madrugada e durante boa parte do percurso, cantando e rezando numa impressionante demonstração de fé. Na verdade, o Círio de Nazaré, em Soure, além do aspecto religioso,  se reveste de algumas particularidades muito interessantes. É nesse dia em que amigos e membros das familias marajoaras se encontram e se confraternizam. É nesse dia em que o vaqueiro e o fazendeiro marajoaras, juntos, montados em seus cavalos ou búfalos, orgulhosamente, à frente, abrem a grande procissão. Aliás, não apenas vaqueiros e fazendeiros participam do Círio, montados. Mas uma boa parte da população, também, já participa montada em seus animais ou em carroças puxadas por búfalos, participação esta  que vem aumentando a cada ano. E tudo isso, acaba se constituindo num evento religioso-turistico, bem diferente do que os visitantes e turistas na Cidade, jamais viram em outro lugaar.
             Por tudo isso poderiamos dizer que o Cirio de Nossa Senhora de Nazaré, em Soure, é um momento de Fé, Emoção e Tradição.


Na foto acompanhantes do Círio montados em búfalos

A imagem da Virgem de Nazaré na berlinda

Fiéis acompanham a Santa, puxando a corda da berlinda

A berlinda de Nossa Senhora de Nazaré e fiéis em Procissão

Carroças enfeitadas e puxadas por búfalos participam do Círio
      


domingo, 17 de outubro de 2010

Navio: Que Saudades do Presidente Vargas II

           Dos artigos que tenho escrito, o que mais tem chamado a atenção dos eventuais leitores, é o que se refere ao navio Presidente Vargas. Na verdade o assunto torna-se apaixonante, principalmente, para as pessoas que tiveram ou ainda tem alguma ligação com o Marajó, mais precisamente, com Soure e Salvaterra, pois o navio era utilizado pelos moradores das duas Cidades.
           A respeito do navio Presidente Vargas recebi um comentário, em que um dos eventuais leitores ressalta que naquela época "Soure já tinha e tem uma economia tão minguada, com o naufrágio do N/M Presidente Vargas despencou mais ainda." Essa afirmativa poderia ser verdadeira. Mas este aspecto da economia de Soure ou mesmo do Marajó - nesta região que hoje chamamos de Arari que é composta dos Municipios de Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari e Ponta de Pedras - acredito que apesar de tudo, a região tinha muita força econômica, política e prestigio. Faço essa afirmação porque, graças a essa força é que o navio Presidente Vargas foi contruido nos estaleiros da Holanda, juntamente com outros  quatro navios (Lobo d'Almada, Augusto Montenegro, Leopoldo Peres e o Lauro Sodré-frota branca)   para  fazer a ligação de Belém, via Mosqueiro,  com Marajó - Soure. Aliás, gostaria de fazer uma retificação. No artigo anterior falei de uma chatinha. Mas não houve essa chatinha. O  quinto navio foi o Lauro Sodré
           Voce pode perguntar: força econômica? Sim, força econômica, pois pelos idos da década de cinquenta era o Marajó quem abastecia de carne a Cidade de Belém e adjacências. Embora as cidades como Soure e Salvaterra tivessem suas economias minguadas, a Ilha mostrava certo poder, porque as grandes fazendas estavam localizadas no Marajó. Como ninguem desconhece a pecuária é uma atividade economica muito centralizadora, isto é, ela cria um numero limitado de empregos e sua renda não é tão distribuida. Desta forma,  toda renda gerada com a pecuária permanecia e permanece nas mãos dos fazendeiros, que aplicavam ou aplicam na própria fazenda e  na capital. Aliás, dos grandes pecuaristas marajoaras, poucos, mas muito poucos, mesmo tinham residencia nos Municipios.  Por outro lado, os municipios onde ficavam e ainda ficam essas fazendas pouco se beneficiavam ou se beneficiam dos impostos gerados. Com a construção das estradas ligando Belém a outros centros, principalmente, da Belém-Brasilia foi que, então, o Marajó foi se exaurindo economicamente, com a transferencia das grandes fazendas para a Belém-Brasilia. E isso ocorreu pela facilidade do criatório do gado naquela região, quando comparou-se com os campos marajoaras.
            Mas em toda essa história é importante reconhecer que quando o governo brasileiro autorizou a compra dos cinco navios, alguém nuito influente, ligado à Ilha de Marajó  articulou a compra, também, de um navio para ligar a ilha ao continente, isto é, Soure a Belém.
            Pois bem. Aqui eu retorno ao assunto  navio Presidente Vargas - Naquela noite em que o navio afundou, evidente, que eu não estava em Soure, pois havia voltado para Belém no mesmo dia, isto é, no sábado. Mas me contaram que possoas choravam, copiosamente, como se estivessem perdendo um ente querido. Foi uma noite do mais terrivel  pesadelo para os moradores do Soure. Todos estavam incrédulos. As pessoas que assistiam aquela cena, jamais, em momento algum, admitiam ou aceitavam o que estava acontecendo. Não acreditavam no que seus olhos viam. Mas aconteceu... o N/M Presidente Vargas afundara.
             Passado o primeiro impacto, a direção da então  Empresa de Navegação da Amazonia S/A - ENASA articulou a salvatagem do navio e,  mais ou menos, seis meses depois, foram iniciados os trabalhos daquilo que na época foi chamada de  algo como "operação resgate". Nessas alturas, eu, ja morando em Soure, inclusive, em uma casa na Primeira Rua, onde, bem aos fundos foi construido um acampamento, em que  guardavam parte do material e ficavam alguns megulhadores contratados para execução do serviço. Embora eu não tenha tido  conhecimento da parte tecnica da operação, me foi informado que todas as janelas ou escotilhas do navio foram fechadas pela parte de dentro, claro, com madeira, pois iria se injetados ar e "stiropor" (isopor granulado), para que o navio podessse emergir. Segundo comentário de um dos engenheiros da empresa encarregada de executar o serviço, seriam necessárias 12 toneladas do stiropor e foram enviadas apenas oito toneladas. Esse material injetado no navio fez com que ele emergisse a ponto de seu casco, quando a maré baixa, ficar fora dágua. Segundo esse engenheiro  ele teria solicitado que fossem enviado o resto do material para que, apesar da posição dificil em que o navio houvera afundado (emborcado, por causa das amarras) ele podesse ser puxado para uma posição em que seria resgatado. Como o material solicitado pelo engenheiro não veio, em tempo habil, os atamponamentos foram estourando e começaram a surgir, inicialmente, filetes, para depois, grandes quantidades do stiropor nas aguas do Rio Paracauary. Com o esvaziamento do  material que sustentava o navio flutuando, após cerca de 15 dias o navio afundou de vez. Diziam os megulhadores que trabalhavam na operação que a profundidade do rio naquele local, é de em torno de oitenta (80) metros.
                      Depois da tentativa, o navio teria sido vendido para a empresa Jonasa, mas  o navio Presidente Vargas continua no fundo do Rio Paracauary. Comenta-se que até hoje, não se verificou qualquer indicio de vazamento de oleo dos motores do Presidente Vargas. É bem provavel que tenha havido, sim,  vazamento, mas não percebido, em função do grande volume dágua do Rio Paracauary.
                       E esta é a história ou estória do final melancólico do "cisne branco" que singrou aguas marajoaras. Muitas saudades daquele navio, quando se viaja nessas "coisas" apelidadas de navios.
                      Ah ! Mas vale lembrar que da  frota branca da ENASA, outro navio teve fim semelhante. O Leopoldo Peres, também afundou. Sabe aonde? no estreito de Breves. Sabe aonde fica? Na Ilha de Marajó.  
             
              

sábado, 25 de setembro de 2010

Não Pensei que Fosse Assim: Julgamento no STF

           Na quarta feira 22, que passou para o dia 23 de setembro, tive a oportunidade de assistir, através da internet,  a reunião do Supremo Tribunal Federal que tratava do julgamento do recurso de um candidato, sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa. No meu entendimento o que estava em jogo, não era apenas, a situação do candidato, mas, sim,  o resultado do julgamento, que poderia ter influência sobre outras candidaturas.
           Porém, o que mais me chamou a atenção, não foi o debate técnico-juridico, dos senhores ministros. Data vênia, foi a forma de decidir o que não foi decidido. A mim me pareceu muito claro que cada um dos ministros, dentro dos seus princípios e conhecimentos jurídicos não abdicaram de suas explanações tecnicas, demonstrando real conhecimento - e não poderia ser ao contrário -  da Constituição Federal, das Leis e de tudo em que fora enquadrado o recurso do candidato. Entretanto, a mim me pareceu, também, que no final quando todos votaram - presumo - de acordo com suas consciências, ou melhor à luz da Constuição e das Leis, deu empate, 5 a 5 votos, e quem tinha todas as prerrogativas para decidir, abdicou desse direito, a pretexto "de não ser algoz". Por outro lado, o que achei simplesmente, data vênia, surreal, foi a proposição de um dos senhores ministros aventar a possibilidade de fazer retornar ao Supremo, um ministro que se aposentara ha pouco tempo, para dar - o que eu vou chamar de "o quorum legal". Se o que foi dito, o foi de brincadeira, ali não era o lugar.  
          Acho muito estranho que o presidente do Supremo tenha abdicado da sua real função, pois como detentor do "voto de qualidade" poderia ter votado, contra ou a favor, do que estava em julgamento e não o fez. E por que não o fez? Para não se comprometer? Para não ser o responsavel pelo resultado ou para deixar sobre a responsabilidade do novo ministro que deverá ser indicado pelo Presidente da República? Sim, por que nesse julgamento se fosse acontecer, os demais ministros ja deveriam ter ponto de vista firmado, de acordo com o que ja votaram. Será que iriam modificar seus votos. E daí? Será que o Presidente da República do Brasil vai indicar um Ministro de acordo com sua conveniência? E qual será essa conveniência. Pelos comentários que ouvi,  a atual composição do Supremo Tribunal Federal, poderia se quisesse - naquele julgamento e se quiser no próximo, decidir a questão sem se comprometer, tirando uma de Pilatos, lavando as mãos. Bastaria, apenas, considerar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral - TSE que ja confirmou que a lei retroage, atingindo candidatos com condenações anteriores à norma. Pode-se acrescentar ainda que, pela Constituição, seria necessária a maioria absoluta dos membros do STF para derrubar uma lei. Se não houver maioria, o empate significa que a lei continua em vigor. Por isso reafirmo: se no próximo julgamento, os membros do Supremo Tribunal Federal quiserem, podem tirar uma de Pilatos "lavar as mãos com o sangue de outros candidatos". Mas uma coisa é certa : o ministro do STF a ser escolhido pelo Presidente da República - se o for - para julgar questões que envolvam a Lei da Ficha Limpa, pode ser o "bode expiatório" dos proximos julgamentos. O recurso em julgamento era do candidato a governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que desistiu da candidatura e para  seu lugar indicou  sua mulher. Acredita-se que com a desistencia do candidato Joaquim Roriz, o processo seja excluido da pauta, salvo melhor juizo daquela Corte.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cria Fama e te Deita na Cama

      
"Cria Fama e te Deita na Cama" é um adágio popular que se aplica às pessoas que "ralam" na vida mas, depois, conseguem alcançar sucesso. Daí para frente, ja conhecidos, não precisam mais "ralar", estão  com fama, ái, deitam-se na cama e é so usufruir.
Pois bem. O Estado do Pará tornou-se famoso, não pelas coisas boas que tem, como: pessoas acolhedoras, praias, etc, etc. Mas pelo que lhe é atribuido, como, por exemplo: o que mais derruba floresta, o que admite a exploração sexual e outras coisas que não vale a pena citar, como se tudo isso só acontecesse em nosso Estado.
Vejam só - A Tv Globo está exibindo a novela "Passione". Num dos capitulos desta semana uma cena me chamou a atenção. Uma "avó cafetona" querendo vender sua neta - uma jovem adolescente - para um fazendeiro,  diz pra menina: "Vou te mandar lá pro Pará, pra bem longe". O que ela quis dizer com isso - fazer elogio? ou quis dizer que aqui é terra de pedófilos, também. Caramba!
Numa outra novela que ja acabou, houve uma  cena onde alguem dizia a outra pessoa que "fulana estava escondida la em Altamira". ...é brincadeira...
Ao ver esse tratamento com nosso Estado do Pará, considero uma tremenda falta de consideração, ou melhor,  falta de respeito.
Por isso, aproveito este espaço para repudiar a todos os  que tentam enxovalhar nosso Estado. NÃO ACEITO!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Reação Clube realizou mais um baile de debutantes

No dia 28 de maio que passou, o Reação Clube, de Soure,  realizou seu tradicional "Baile das Debutantes" edição de 2010. Nove  belas jovens foram apresentadas à sociedade de Soure naquele que é o mais elegante baile da Grande Ilha (Marajó).

sábado, 8 de maio de 2010

PARATUR LANÇA V FITA E CERTIFICA MUNICIPIOS TURÍSTICOS

             No dia 07 de maio, sexta feira, a PARATUR fez o lançamento oficial  da V edição  da Feira Internacional da Amazõnia-FITA, o maior evento de Turismo da Amazônia. A Feira será realizada no período de 12 a 15 de agosto e, excepcionalmente,  organizada pelo "Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia".
             A estrutura da FITA será aumentada, contando com 220 estandes institucionais, comerciais e da sociedade civil organizada, reunindo órgãos públicos, empresas de turismo e fornecedores  de equipamentos e serviços para o setor. A Feira será aberta para visitação de profissionais e do público em geral, com uma vasta programação técnico-científica, áreas temáticas,  apresentações culturais e artísticas, além do festival gastronomico. "Turismo é Negócio na Amazônia" é o tema da V FITA. Desta forma, a Feira promoverá encontro entre profissionais de turismo nos chamados centros de convivencia que possibilitará a comercialização dos produtos turísticos. Durante o evento será realizado fantur com visitas técnicas de operadores turísticos nacionais e internacionais e press trip com convite a imprensa especializada para conhecer e divulgar a região como destino turístico.
              Após o lançamento da FITA que teve como anfitrião do evento o presidente da PARATUR, sr. Luiz Antonio da Silva Souto, processou-se a  certificação dos municipios em tres categorias - Municipio de Apoio ao Turismo, Municipio de Potencial Turístico e Municipio Turistico, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério do Turismo, através do seu Programa de Regionalização do Turismo e cumprido pela Paratur. Quatorze Municipios foram certificados na categoria Ametista pela classificação como Municipio Turistico, dentre os quais SOURE que  se fez merecedor  da certificação. 
             Para receber o Certificado do Municipio de Soure se fez presente o Secretário de Turismo (eu) JOÃO LIMA PINHEIRO.
João Lima Pinheiro, Secretário de Turismo, Esporte e Cultura de Soure, recebendo o Certificado de SOURE MUNICIPIO TURÍSTICO  do representante da Ministério do Turismo - a esquerda - e do Presidente da Paratur, Sr. Luiz Antonio da Silva Souto

Joao Lima, Secretário de Turismo de Soure e Benigna Soares da Abrajet-Associação Brasileira de Jornalista de Turismo-Pará 


João Lima e os empresário Gabriela e Gustavo